quinta-feira, novembro 19

Se estiver sem rumo, siga o sol

Quantas vezes a vida dá voltas e piruetas, e, de uma hora para outra, ficamos sem opções, ou, no melhor dos cenários, não queremos aderir às opções disponíveis.
Podemos não aceitar, mas somos movidos por costumes bem enraizados, e ao menor sinal de desvio dos padrões, perdemos a rota, ficamos perdidos, simplesmente não conseguimos vislumbrar um caminho.
E, desorganizados, tendemos sempre a correr para o pessimismo, para o derrotismo. Nos apegamos à ideia de perambular pelo pior cenário para evitar decepções ou falsas ilusões. – Se não for desse jeito, ao menos a surpresa será boa. Isso é o que normalmente dizemos, mas sem nos dar conta do tempo e energia que perdemos, das opções encantadoras que descartamos, da luz que bloqueamos, da vida que congelamos.
Saímos da rota mas ainda estamos na estrada, e o movimento é grande, vem gente atrás, tem gente junto e adiante também. E tem gente seguindo a gente.
Portanto, nessa hora, se você estiver sem rumo, procure o sol. Siga seu calor, sua luz, seu poder de transformar humores, afastar depressões, gerar vida.
Vá ao encontro de quem representa o sol na sua vida. Se aninhe, se aqueça, se inspire, se fortaleça. Encontre seu rumo e siga, na rota do sol.

terça-feira, novembro 17

O mundo que a gente não quer

A bestialidade humana  é a maior das tragédias. Comete-se toda a sorte de crimes e atrocidades em nome de uma justiça particular, de vingança, cobiça, afirmação, religião, poder.
Todas as expressões de covardia são desprezíveis, indignas, abomináveis.
Mas, é preciso te cuidado ao falar, ao externar decepção, revolta, desapontamento diante dos fatos. O mundo que a gente não quer é o mesmo mundo que deixamos a nossa contribuição.
É preciso cuidado com a parte que nos cabe, mesmo sendo ela uma mínima fração, ao primeiro olhar desatento.
É preciso cuidado até para falar da dor que a gente não entende, não sabe a magnitude, não tem a sensação na própria pele, não sabe como se formou.
As manchetes angustiam a nossa alma, a dor cresce e aperta os sentidos. Viver entre covardes que, entre irresponsabilidades, crenças, culpas e libertações, colocam as outras vidas na condição de abate e descarte, é insuportável, é sofrido, dolorido, massacrante.
Como lidar com isso? Qual é o nosso posicionamento diante de tudo que nos chega? Tenhamos cuidado, pois expressões pública de repúdio não nos exime de uma responsabilidade que é muito maior. Se é para lidar com isso, é preciso muito mais do que aderir aos movimentos de cores e bandeiras.
É imperativo tomar um pouco do tempo para explicar aos filhos, contar-lhes o que sabemos, amainar os sentimentos de ódio e desesperança que nos invadem.
Não podemos correr o risco de sermos engajados nas redes sociais e alienados na vida, fazendo as catarses para o público e logo após nos distraindo, e, voltando indolentes aos pequenos e individuais interesses.
O mundo que a gente não quer é recheado de injustiças, mas também, e arrisco dizer que até mais, de solidariedade, de boa vontade, de iniciativas positivas, de dedicação e altruísmo. E que isso seja um apelo maior do que as dores que as notícias nos mostram em sequências de horrores. E esse é o mundo que a gente quer, mas não consegue sequer enxergar.
O mundo que a gente não quer é um punhado de ganância e ignorância.
Não sejamos portanto, propagadores dessa publicidade negativa. Se não pudermos ser agentes da transformação, que também não façamos o papel de mensageiros da morte e da dor.

sexta-feira, novembro 13

Faça juras de amor a você!

Declare-se apaixonadamente. Ame intensamente suas virtudes. Seja paciente com seus defeitos.
Quando feliz, irradie alegria, abra os braços, dê risadas sonoras,  e, na tristeza, se cuide com carinho, cm um chocolatinho, um chá, um livro, bons amigos.

Prometa não se afastar da boa saúde,  nem se entregar a qualquer doença sem lutar. Seja um sentinela a postos em favor do seu bem estar.

Desfrute das boas companhias até não poder mais.  Delicie-se, aconchegue-se, peça colo, ofereça o seu também.

Não entregue suas fragilidades sob qualquer juramento ou promessas. Seja de confiança, confie nos seus julgamentos.  Aposte nos seus palpites, confie no seu bom senso.

Não permita que violem seu caráter nem seus critérios a não ser por sua vontade. Não se venda, não se liquide, não ponha preço, não pague qualquer preço para ser quem você não é. Ame-se de graça e com gosto!

Ignore julgamentos e críticas maliciosas. O mundo está cheio de juízes e conselheiros que não valem uma réplica. Devolva as ingratidões para o lugar de onde elas vieram, as espertezas, as vantagens aos que não vivem sem elas. Proteja-se das ilusões e principalmente dos ilusionistas.

Permita-se todos os dias um pequeno agrado. Uns minutos a mais no banho quente, uma mensagem para alguém bacana, um doce,  uma passadinha na papelaria, um cinema no meio do dia.

Trabalhe de forma que o resultado seja admirável e o descanso, proveitoso.

Se convide para passear, para rodar o mundo, ainda que seja uma volta no quarteirão. Viva por inteiro,  guarde o suficiente para realizar seus sonhos, não pague o preço do tédio nem da preguiça.

Não se afaste de si, jamais queira ser outra pessoa ou ter ao lado alguém para fazer as juras que você ainda não fez a si.  
Não dispense afetos verdadeiros, mas não dê a eles a sua responsabilidade de ser feliz com o que tem no dia de hoje.

Faça juras de amor a si e torne legítima a sua relação de amor com a vida.


A troca de alianças com o mundo lá fora será mais leve e fácil de escolher e  entender.

Ser querido não é ser útil!

Ser querido é café quente com bolo. Ser útil é pílula de suplemento.
Ser querido é dia de sol com ventinho leve. Ser útil é protetor solar e repelente.
Ser querido é abraço apertado. Ser útil é capa de chuva.
Ser querido é ser aguardado, ter a presença desejada, ser incluído nos sonhos, nos planos, na vida.
Ser útil é ser indispensável pelas qualidades e especialidades.
Ser querido é ser amado apesar dos odiosos e repugnantes defeitos, ser compreendido, reconfortado, protegido, repreendido, o que for preciso.
Ser útil é ser dispensável quando a utilidade findar…
Todo mundo é querido de alguém, todo mundo é útil para alguém, os ambos, ou nenhum. Perceber a diferença é essencial para saber que papel figuramos nas vidas que tocamos ou que nos tocam.
Para alguns, preciso ser apenas útil. E quero o pagamento e a recompensa por isso.
Para outros, quero ser querida, como os quero bem também.
O que não quero, é ser útil para me sentir querida. Não quero me tornar indispensável para ter a ilusão de que sou muito querida. Ser querido é bem diferente de ser útil.
Jamais me conformarei em ser uma panela  aderente com excelentes qualidades e diferenciais! A panela é útil!
Eu? Eu quero ser motivo de doces lembranças, afeto, saudades e grandes planos para a vida!

terça-feira, novembro 10

Desvie sempre das pessoas bélicas!

Sabe aquela pessoa que, ao invés de ser reconhecida por alguma virtude, é conhecida e temida por seu “pavio curto”?  De repente ela acha isso o máximo, se vangloria e se admira por estar sempre alerta e pronta para uma acalorada discussão. Pessoas como essa, já acordam caçando briga, não sossegam enquanto suas jugulares não saltam, nem tampouco enquanto seus hipotéticos inimigos não são vencidos. Se houver reconhecimento de razão então, é a glória!
Pessoas bélicas, que vivem montadas em seus canhões, atirando para quem ousar contrariar. Pessoas que roubam a espontaneidade alheia, que promovem o desconforto e mal estar, que brigam por razões ridículas, roubam o direito de resposta dos outros, atacam, ofendem, agridem…
Se não vamos conseguir mudar uma pessoa dessas, já que ninguém muda ninguém, muito menos um bélico,  como fazer para minimamente conviver e escapar dos tiros e estilhaços? Como reagir diante de uma criatura que vocifera ao invés de argumentar, que lança xingamentos, que gesticula de forma intimidadora, que defende suas opiniões com tirania?
Correr para as montanhas não é uma opção, então, se a gente tantas vezes precisa conviver com essas soldados da ira, meu palpite é que evitemos ser alvo fácil, como os patinhos no parque de diversão. O melhor é se mexer, não se esconder, ao contrário, aparecer, mas sem motivação alguma para uma discussão. Se você não quer briga, não haverá briga. Nada te tira do sério quando você sabe que não vale a pena sair do sério. Deixe o briguento brigar, deixe gritar, deixe que ele ouça a sua própria voz, sozinha no ambiente; Não retribua com nada, nem mesmo um sorriso. A indiferença é um escudo inabalável para casos como esse. O ser bélico quer vitórias e honras. Mas se não há com quem lutar, ele vira um personagem, uma caricatura, um show man procurando o seu público.
A vida já é por demais cheia de batalhas e dificuldades para que tenhamos tempo e disposição para ser saco de pancadas alheio. Saiamos pois, da reta e do campo de visão dos franco atiradores. Há muito mais gente no mundo com vontade de trocar gentilezas, do que começar a terceira guerra mundial. Paz!